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23/01/2014

Reflexo 2014


Inicia-se o ano e todos perguntamos: Como será o Brasil em 2014?

Resposta difícil mas podemos pensar em cenários.

O Brasil vive um momento confuso e difícil: econômico, social e político.

Econômico:  o Banco Central Brasileiro acabou de elevar a taxa básica de juros para 10,50% a.a. , com tendências de alta.

O governo brasileiro tem utilizado se de políticas fiscais, monetárias e cambiais para combater á  inflação, custos governamentais, câmbio e fuga de capitais.

Nos últimos anos, tivemos um PIB pífio para os padrões brasileiros em pleno emprego, uma situação atípica para uma economia.

Os investidores estrangeiros e mesmo os nacionais estão insatisfeitos e desconfiados com a economia brasileira. Os mesmos buscam novas estratégias e novos mercados na América Latina, México, Colômbia e Peru.

O Brasil evoluiu principalmente com políticas assistencialistas, elevando o padrão da classe menos favorecida ao consumo, porém, não sendo suficiente para o desenvolvimento do país.

O "gargalo" logístico e estrutural ainda sufoca o crescimento e desenvolvimento do Brasil. Continuamos sem estrutura adequadas para portos, estradas, aeroportos  e ferrovias, inviabilizando investimentos e crescimento.

Realmente nos últimos anos o Brasil recebeu muitos investimentos, principalmente em fusões e aquisições que não superou os problemas e gargalos do país.

Em 2014 teremos no primeiro semestre carnaval, copa do mundo e muitos feriados. No segundo semestre teremos eleições gerais, diminuindo os dias úteis de produção e trabalho no ano. Outro fator preocupante será as manifestações que poderão ocorrer antes, durante e depois da copa,  principalmente se a seleção brasileira perder, esse resultado poderá refletir diretamente na economia e eleições.

A economia em 2014 será modesta sem grandes investimentos , moderada na produção para não gerar grandes estoques, o câmbio em alta pela fragilidade brasileira e crescimento americano,  queda no emprego formal , aumento da taxa de juros básica (Selic) próximo dos 13%, inflação fora da meta, próximo dos 6,5% e capital saindo para outros mercados.

Social: A política do governo sempre foi voltada para o assistencialismo, ( bolsa família, bolsa aluguel, bolsa gás, bolsa filhos, bolsa viagem e etc). Outra política implementada foi aumentar o crédito à famílias de baixa renda para o consumo. Do ponto de vista social uma boa proposta mas pelo viés econômico, quem paga essa conta? A sociedade!

Seria importante, " ensinar a pescar e não dar o peixe." Com isso o custo social aumentou e a diminuição das receitas levou as reivindicações "do quero mais".

Movimentos sociais como MST, MTST, sem tetos, movimento periferia ativa, resistência urbana, questão indígena, black blocs  entre outros movimentos sociais, buscam atingir suas reivindicações através de manifestações, como o  combate a "desigualdades e injustiça" e a corrupção que sangra o Estado Brasileiro.

O próprio governo está sendo refém das políticas sociais criadas. As pessoas querem mais e com a economia em "crise" não tem de onde tirar esses recursos.

Então o que pode acontecer em 2014?

A probabilidade de muitas manifestações por melhoria das condições dos menos favorecidos, utilizando se de meios como passeatas, distúrbios e invasões em áreas públicas e privadas.

Rebeliões em presídios espalhados pelo Brasil que se encontram em péssimas condições e sem assistência.

Próximo da Copa do Mundo, a probabilidade de manifestações e violência contrária aos gastos e corrupção é muito viável.  Não poderemos também descartar  greves públicas e privadas.

Outra variável importante é a inclusão neste cenário do crime organizado que já promete uma " Copa com problemas".

Como estamos trabalhando as variáveis externas? ex. um atentado terrorista.  Será que estamos preparados e prontos para isso? Vejamos alguns fatos:  Olimpíada na China, Eurocopa na Suiça, Copa do Mundo na África do Sul foram identificadas ameaças e agora na Rússia (Olimpíada de Inverno), um atentado terrorista.

A ineficiência dos governos em administrar o país e os estados por motivos (ideológicos, políticos, sociais e até religiosos), estão nos levando a uma crise social e política jamais vista na história do Brasil.

As instituições brasileiras passam por crise, descrédito e desconfiança da sociedade. A imprensa busca fazer seu papel mas está tomando uma linha muito perigosa. Também está sendo diminuída e agredida por movimentos e manifestantes para intimidar sua ação com a verdade.

O cenário é pessimista levando o país à uma crise e possível "revolução de classes", só vista em países socialistas e comunistas. " Eu posso o burguês não pode".

O Brasil vive "em tempos difíceis " e a falta de percepção da maioria da população brasileira,

Político: 2014 será um ano eleitoral onde o tabuleiro de xadrez está sendo montado e as peças sendo mexidas.

O cenário atual com 03 candidaturas prováveis:

A presidenta Dilma Rousseff (PT), na coligação PMDB, PRB, PDT, PTN, PSC, PR, PTC, PSB, PCdoB e PP.

O senador Aécio Neves (PSDB), ), oposição e na coligação DEM, PPS e Solidariedade.

E uma terceira via o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), com a ex Senadora Marina Silva.

Mas será que esse tabuleiro já está montado de fato?

Ou as peças poderão se mexidas em outras direções?

As coligações e os interesses dificultam as negociações de apoio. O PMDB já negocia mais ministérios para sua legenda. Com certeza os outros partidos também buscarão espaço nessas negociações.

Qual será o papel do governador Eduardo Campos nessas eleições? Será que ele é mesmo candidato à oposição?

Outro fato, será que o vice presidente Michel Temer está com tanto prestígio dentro do governo e mesmo no seu partido PMDB?

Os "caciques" do partido senadores José Sarney, presidente do senado Renan Calheiro, o presidente da Câmara de Deputados Henrique Eduardo Alves estão preocupado com a situação do vice presidente e/ou em atingir seus próprios objetivos?

O ex presidente Lula nunca escondeu a preferência do governador Eduardo Campos como vice na chapa da presidenta Dilma.

Como ficaria a situação da ex senadora Marina Silva neste cenário? Como está sem seu partido, (Rede Sustentabilidade), sobraria a candidatura a governadora ou senadora pelo Acre. Não podemos esquecer que ela poderá incomodar em qualquer cenário, pelos 20 milhões de voto que teve na última eleição presidencial.