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15/12/2015

Terrorismo Contemporneo


15/Terrorismo não é uma ameaça contemporânea, é uma ameaça histórica contra cidadãos impostas por terroristas, no uso da violência, da intimidação e do medo (terror), com o objetivo de atingir fins religiosos, políticos, ou de outra natureza. Os Estados Unidos foram surpreendidos duas vezes por ataques terroristas em seu território. O primeiro em 26/02/1993, atentado com carro bomba, cheio de explosivos, instalado no estacionamento da torre 1 do World Trade Center, executado por árabes islâmicos financiado pela Al Qaeda. O segundo, maior ataque terrorista dos Estados Unidos e do ocidente, em 11/09/2001," Nine Eleven", que matou centenas de cidadãos comuns, destruindo patrimônio e colocando a segurança da maior nação do mundo em risco. A pergunta feita na época era: O que está acontecendo? Quem são os responsáveis? Um grupo denominado Al Qaeda, esquecido pela comunidade internacional, liderado por Osama Bin Laden, assume os atentados em nome de uma guerra santa contra o 'império" e o ocidente. A sociedade e os governos mundiais ficaram catatônicos e buscaram entender o acontecido e qual seria os reflexos destes ataques para o futuro. Os Estados Unidos e as forças aliadas reagiram aos atentados, caçando os terroristas no Afeganistão, Paquistão e no Iraque, utilizando-se da ferramenta "Guerra ao Terror". Combates são travados na Ásia, Oriente Médio e na África e bilhões de dólares foram gastos na guerra contra o terror. Infelizmente, a eficiência e eficácia não atingiram o objetivo central do combate, ou seja, a eliminação do terrorismo. Após a morte de Osama Bin Laden (2011), o grupo Al Qaeda não desaparece, mas fica encoberto pelas ações do Estado Islâmico, comandado por Abu Bakr Al-Baghdadi, intitulando-se líder do novo califado que destruirá o Ocidente. "Em 02 de Julho de 2014, al-Baghdadi anunciou que o ISIS iria marchar sobre Roma, na sua tentativa de estabelecer um Estado Islâmico do Oriente Médio na Europa, dizendo que ele iria conquistar Roma e a Espanha neste esforço". O que parece é que nos últimos anos o Estado Islâmico vem conseguindo atingir seus objetivos com à apatia da liderança mundial. A história se repete e a comunidade internacional novamente fica catatônica com os modus operandi dos terroristas do Estado Islâmico, decapitando e ateando fogo em pessoas, estuprando mulheres, aliciando jovens pelo mundo para serem mártires como homens bombas e conquistando territórios pelo sangue, tudo em nome da guerra santa. Os últimos atentados na França (2015), deixaram muito claro que o objetivo do Estado Islâmico são: eliminar oponentes (cidadãos comuns), desafiar o Estado, divulgar sua causa contra o Ocidente, demonstrar a fragilidade e vulnerabilidade da França, agir psicologicamente na sociedade através do medo e desestruturar a economia francesa. Hoje, a sensação de insegurança nos grandes centros mundiais são enormes pelo medo de um próximo ataque terrorista. A França ainda não contabilizou seus prejuízos econômicos em decorrência dos atentados em 2015. Nos Estados Unidos, (atentados de 2001), só em Nova York o prejuízo foi de aproximadamente US$ 105 bilhões de dólares e 108 mil trabalhadores perderam seus empregos. Voltemos na eficiência e eficácia em combater o Estado Islâmico e outros grupos terroristas. Estamos novamente assistindo líderes mundiais pregando o combate ao terrorismo e como destruí-los, (estratégia), mas a vontade, os interesses e as ferramentas são adequadas? O Brasil sediará a Olimpíada no próximo ano com aproximadamente 200 países participantes, 10.500 atletas e será o centro de atenção mundial. Será que estamos com as informações e ferramentas anti e contra terror preparadas e prontas? Sabemos que o Estado Islâmico tem definido seus objetivos em acabar com o cristianismo e judaísmo. Não podemos esquecer que o Brasil ainda é o maior país católico do mundo, possuindo símbolos que representam a crença cristã. Finalizando, o terrorismo é uma guerra assimétrica, não convencional, que precisa ser combatido com inteligência, estratégia e logística para se vencer o inimigo.